Design e Identidade Cultural

Abaixo um trecho do capítulo “X-Design: Todo o poder à periferia“, no excelente livro “Identidade e Cultura”, de André Villas-Boas.
Caso semelhante é o de TM, abreviatura de trade mark, que nos últimos anos tem constado de muitas embalagens, peças publicitárias e produtos de larga distribuição entre a população urbana, em todos os grupos sociais. É bastante discutível afirmar qual o sentido que a abreviatura assume em situações como a dos clientes da rede de lanchonetes McDonald’s, que a inclui em praticamente todas as peças gráficas distribuídas no Brasil – inclusive junto a qualquer referência aos seus personagens/mascotes (Ronald McDonald, Birdie, Shaky, Papaburger etc.), até mesmo nos brindes promocionais para seus consumidores infantis. Essas crianças – muitas alfabetizadas ou em fase de alfabetização – convivem pacificamente com esse TM, e é bastante possível que seus acompanhantes adultos sejam incapazes de para elas decifrar o significado ou mesmo encontrar uma simples razão para a inclusão daquele binômio enigmático, caso sejam argüidos sobre isso. Simplesmente, parece não fazer sentido – e pronto: a falta de sentido não impede o consumo do sanduíche, o retorno à lanchonete para novo consumo nem, infelizmente, a realização daquelas conhecidas festas infantis.
Há muitos casos de informações presentes em peças de design e publicidade que à primeira vista não damos importância, mas que em outros casos não parecem fazer sentido para a maioria das pessoas.
O autor cita também slogans como “just do it” entre tantos outros.
Mais à frente, Villas-Boas continua:
(…) nos esquecemos de fazer meia-dúzia de perguntas muito pertinentes ao
contexto no qual estamos:
>>> Por que comunicação e confusão visual se excluem, se há tantas pessoas diariamente trabalhando, morando e consumindo na confusa Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no Rio, e elas não se perdem, não se mudam e não deixam de trabalhar, morar, consumir e ter algum prazer com isso – a ponto de o bairro ser um dos maiores arrecadadores de impostos da cidade?
>>> A qual armazém de imagens devo me referir com tanta dedicação? Àquele que todos nós formamos desde a tenra infância, pelos desenhos animados cujos personagens faziam um gesto com o polegar e o indicador, que parecia significar ok mas que se eu usasse na rua iria me trazer pancadaria com os colegas? Ou pela árvore de Natal representada por uma planta que nunca vi, coberta por um algodão simulando uma neve que nunca toquei, mas que indiscutivelmente me faz associar a festa natalina, vivida nas noites quentes de dezembro?
>>> A qual mundo devo recorrer para identificar esse armazém de imagens? Ao da tela da TV (que é virtual, mas presente e me dá prazer, e portanto se torna real) ou ao dos colegas de rua (que são reais, presentes e também me dão prazer)? Ao do rancho, que faz sentido mas é um erro por ignorância, ou ao do rush, que não faz sentido mas é o correto? Àquele que me faz pronunciar IBM com a sonoridade de episteme e Titanic tal como piquenique (e não “taitânic”) ou o que me faz pronunciar MTV como bem-te-vi (e não “ême-te-vê”)?
>>> A quais muitos devo me referir para encontrar as imagens objetivas às quais devo recorrer? Aos muitos do nordeste ou aos muitos do sul? Ou aos muitos de Copacabana? Mas a quais muitos de Copacabana – aqueles que moram na Atlântica, nos dois-quartos das transversais, nos conjugados da Nossa Senhora de Copacabana ou no cimento das calçadas? Ou, ainda, aos jovens que freqüentam e pagam a PUC ou aos jovens que freqüentam e pagam a Universidade Gama Filho?
>>> Mas, então, de que adianta montar um armazém de imagens, se tenho de ter tantas imagens de cada gênero, para atender a tantos muitos, de tantos mundos, num universo de tanta confusão visual? Não deveria ser, em vez de um armazém, uma loja de departamentos…? Ou, talvez, um shopping center? Ou um bairro comercial inteiro?
>>> Mas de que me serve esse princípio de busca por imagens que sejam legíveis para todos e por todos da mesma maneira se acabo de concluir que preciso de um mundo inteiro para armazenar tantos significantes que dêem conta de tantos significados????
Identidade e Cultura

Identidade e Cultura, 2AB Editora

Você conhece outros casos para exemplificar? As conclusões e a evolução desse tema acontecem no livro que você encontra aqui ou nos comentários (aqui no blog e no facebook).

Sorteio no Twitter: 2AB + Terça Gorda

Estamos felizes!

Entre os que tuitarem o link http://kingo.to/z37, dizendo que mimos mais gostaram em compras online (tanto na 2AB como em qualquer outra loja), sortearemos uma caderneta da 2AB e os 10 cards retrô que divulgamos ontem.

Serão 3 contemplados, às 17h 16h45 de hoje, terça-feira, 19/04/2011.

Mas para o sorteio valer, tem que tuitar o link, hein?

Exemplo:

http://kingo.to/z37 balinhas!”
ou

http://kingo.to/z37 brindes”
ou

http://kingo.to/z37 vocês podiam mandar o pedido perfumado, né?”

Nosso objetivo é saber o que vocês mais gostam de ver quando fazem pedidos online, e assim trabalharmos para melhorar cada vez mais!
O que surpreende?
O que é muito legal?

2AB na Revista do jornal O Globo

Quem lê O Globo deve ter visto a 2AB na edição de ontem 17/04/2011.

Na seção “Sei lá, mil coisas” pode-se ler o seguinte:

(…) Já no site da 2aB, editora especializada em design (www.2ab.com.br), quem compra um livro recebe a publicação em casa num pacote com os cards coloridos da foto acima“.

A foto é essa:

Cards promocionais da 2AB.

Nota sobre os cards da 2AB na Revista do jornal O Globo

A talentosa equipe do Studio Creamcrackers criou 10 cards retrô, ressaltando os diferenciais da 2AB. São cards que falam do nosso cuidado na embalagem, das balinhas, dos canais de contato, das categorias no site, dos descontos para compras em conjunto, da política de troca e devolução…

Ficamos muito felizes em ver o reconhecimento dos nossos esforços!

Abaixo mais algumas fotos do material:

A coleção de 10 cards retrô da 2AB

Elementos que simbolizam nosso cuidado na embalagem

Gostaram? Que outras “mimos” e atitudes bacanas vocês já viram em outras lojas virtuais? Que sugestões vocês nos dão? Comentem!

O negócio do design

Cadastramos há poucos dias um livro que traz 11 cases detalhados em que o design determinou o sucesso comercial dos produtos. Entre os casos brasileiros, há o do Guaraná Jesus e do Fiat Uno. Vale conferir (clique na imagem para ver mais detalhes sobre o livro na loja).

O livro tem capa dura, com sobre-capa em acetato impresso e todas as páginas são coloridas, ilustrando muito bem cada case.

Livro: O Negócio do design

Livro: O Negócio do design

Caderno de Marcas – Editoras Brasileiras

Olá pessoal!

Estamos começando a divulgar hoje um projeto bem bacana, uma coleção de livros chamada Caderno de marcas. Confiram um trecho do release para imprensa:

O primeiro livro da coleção irá reunir marcas das importantes editoras que contribuem para o mercado livreiro no Brasil e será um importante registro da cara editorial do nosso país.  “Minha ideia é fazer uma publicação que reúna marcas de editoras brasileiras, com o nome do designer, ano e, se possível, versões anteriores da marca”, conta Vítor.

Além de organizar, Vítor será o curador do livro, que terá projeto gráfico de André Beltrão, do Studio CreamCrackers.

Vítor acredita que a publicação irá interessar a todos, pois será um importante registro da cara editorial brasileira. E, por também tratar da identidade visual do meio editorial, irá despertar um interesse especial entre os designers.

Para fazer parte do livro, é simples: Basta enviar para o e-mail vitor@rede2ab.com.br o logo da editora (em jpg ou pdf, 300dpi e no tamanho 7×7cm), o nome do criador, ano e, se desejar, as versões antigas da marca com as mesmas informações. Aplicações da marca, como foto de livro, papelaria, entre outros, também podem ser enviadas e serão de grande utilidade para ilustrar o livro. “São recursos adicionais que podem demonstrar melhor as manifestações da marca”, comenta Vítor.

Se você já fez uma marca ou conhece alguém que trabalhe em editora, fale do projeto. Será um importante registro!

Em um futuro próximo, organizaremos ouros títulos, de outras temáticas. Alguma sugestão?